Quanto aos processos envolvendo o Plano Verão, surgiu, em meados de dezembro, a expectativa de que os bancos poderiam ingressar com ação no STF assim que terminasse o prazo para os correntistas ingressarem com novas ações para obterem a correção de poupanças. O prazo terminou segunda-feira e o objetivo da ação seria pedir ao tribunal que suspendesse todos os processos em tramitação sobre o assunto de modo a evitar saques estimados em até R$ 100 bilhões.
A ação seria proposta este mês, durante o plantão de Gilmar Mendes, ministro que já fez várias críticas aos processos que pedem a reparação de perdas por planos econômicos. No entanto, o ministro não gostou das especulações de que a ação estaria sendo programada para ser proposta durante o seu plantão e, por este motivo, os bancos recuaram. Não entraram com a ação.
Recentemente a Ministra Carmem Lúcia do STF ao decidir singularmente recurso do Bradesco reiterou o entendimento da Corte a respeito do direito dos poupadores aos expurgos da poupança nos planos econômicos, e recusou-se a acatar o ardil da instituição bancária para suspender todas as ações do país.
Lembram-se da ação da Febraban que questionava no STF a aplicabilidade do CDC aos Bancos ?
Era rídicula a tese, mas somente porque é por vezes apresentada por pareceristas de aluguel que repercutiu.
E ainda lembram que Nelson Jobim engavetou ela por anos na esperança de ter uma composição do STF que fosse favorável à maquiavélica idéia ?
Como pessoas desse naipe podem ter galgado os degraus para o Supremo ?
Mas o pior encontramos agora. A Febraban, usando da mesma estratégia de Daniel Dantas, e contando com a ajuda de um Coronel que agora se encontra também naquele limbo judiciário, está a tentar tirar os direitos dos consumidores de todo o Brasil sobre os expurgos da poupança. São milhares de poupadores, a maioria deles já idosos, que tiveram suas pretensões sacramentadas pelo judiciário abaixo do Olimpo.
Esperam pelo recesso, quando o coronelismo judiciário importado do Mato Grosso impera. Esperam conseguir uma liminar. Contam com o fato de que Bancos, sim, os Bancos que finaciam congressos em resorts para magistrados, sim, esses bancos, eles financiam também universidades e institutos jurídicos mantidos por coronéis do judiciário.
Sim esses mesmos bancos que tanto prejuízo tem tido, coitados, forçando o Itaú a comprar o Unibanco e o Banco do Brasil comprar a Nossa Caixa. É, pobrezinhos!
É a cara-de-pau da pior liderança judiciária de toda a história da república. Uma liderança que balbucia gagueja, espuma, baba, e que acha que sabe falar alemão. Uma liderança que é escarrada em todos os sites e blogs da internet ao ser tachada literalmente de verme por inúmeros cidadãos inconformados.
A coisa já está escrita. As ações da poupança vão ser suspensas em todo o Brasil. E Institutos Jurídicos conhecidos e Universidades Mato-Grossenses conhecidas receberão patrocínio de Bradescos e Itaús, e polpudos honorários irão para prostitutos jurídicos, tais ‘Waldis’ da vida ou ‘Grandás’, que, por sorte já estão gagás e a beira do túmulo.
Artigo da Advogada explica a tentativa de golpe do Governo Federal aliado a Febraban para tentar barrar as ações dos poupadores na Justiça perante o STF. Na verdade, diante da divulgação dos lucros trilhardários do Bradesco e Itaú é uma verdadeira cusparada na cara dos consumidores brasileiros esta sórdida tentativa de fugir à sua responsabilidade.
Recebemos o seguinte mail de André Zambon, que dá conta da suspeita de uma grande armação por parte dos bancos para tentar privar os consumidores de seus direitos:
Expurgos Inflacionários (cheiro de mutreta no ar!!!)
Sugiro que dêem uma boa e atenciosa lida na matéria seguinte (http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=460011) e posteriormente em outras que por sua vez criticam a posição da Advocacia Geral da União sobre o assunto - Expurgos Inflacionarios; por fim, sugiro que também envie e-mail com sua opinião sobre o assunto para “gabinete.ministro@agu.gov.br” gabinete.ministro@agu.gov.br a fim de tentar com isso exigir maiores estudos sobre o tema, o que se acontecer de maneira apolítica e sem “pressão dos poderosos bancos” com certeza irá brecar, outra vergonhosa medida política do executivo federal. E os elementos estão todos na mesa, a própria crise externa poderá servir de bode expiatório, pois a “saúde do sistema financeiro nacional” pode segundo a Febrabam ser afetada pelos “esqueletos dos expurgos inflacionários” A preocupação também aumenta a medida que a eleição se aproxima de seu termino, pois seria uma medida nada popular.
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